segunda-feira, 25 de julho de 2011

Pingo


Na cidade de Rubim/Minas Gerais desenvolvemos uma oficina de Educação Patrimonial.
O que é Patrimônio?

segunda-feira, 27 de junho de 2011



Entre técnicas, memórias e sonhos!!!

As Trocas



A generosidade de quem está um passo à frente em relação a quem chegou agora. Foi assim a oficina "Representando histórias: identidades culturais e mamulengos" / Denísia Martins Borba

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Mamulengos uma história construída coletivamente

Mamulengos ganham vida com a história de pessoas reais ou inventadas, a partir de elementos que compõe a memória da gente de um lugar. A arte de brincar com esses bonecos no Brasil foi o foco da oficina “Representando Histórias: Identidades Culturais e Mamulengos”, que integra a programação dos Projetos Socioculturais do FILO 2011. O espetáculo resultante dessa oficina poderá ser visto neste domingo (19), às 15 horas, no Teatro da Unifil (Av. Juscelino Kubitschek, 1626).

A oficina realizada na Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati) da UEL reuniu cinco mulheres que desenvolveram suas atividades sob coordenação da historiadora Denísia Martins Borba, de Belo Horizonte. As participantes da oficina – que aconteceu entre 10 e 18 de junho – conheceram a história dos mamulengos, suas origens e influências da arte da manipulação de bonecos vindas da Itália, com o Pupazzi, e da França, com o Guignol.


Segundo Denísia, duas das participantes já tinham sido alunas de uma oficina de mamulengos realizada pelo FILO no ano passado e, ao se juntarem com as novas colegas, puderam trocar informações e criar a montagem que será apresentada. “Durante nossos encontros, elas contaram passagens de suas próprias vidas e uniram ao trabalho que já tinha sido desenvolvido no ano passado, criando um novo espetáculo”, comenta.


Segundo a oficineira, as participantes começaram a se mobilizar para que o processo desenvolvido durante o FILO permaneça e gere novos trabalhos com a utilização de mamulengos. “Elas querem reunir mais gente para formar um grupo maior. Também estão fazendo parcerias com alunos do Departamento de Educação Artística da UEL para aprender a confeccionar seus próprios bonecos”, comenta.

Guto Rocha /Assessoria de Imprensa FILO

http://filo.art.br/2011/?p=2499

Oficina Memórias e Identidade Cultural no FILO 2011

http://filo.art.br/2011/?p=2499

Oficina Memórias e Identidade Cultural



O romance entre Zé Coquinho e Forisbela uma criação de Luiza Nogueira (Londrina/PR)

Luiza em ação

Primeiro dia da Oficina Memórias e Identidade Cultural, realizada na UEL - Festival Internacional de Londrina/2011.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Na UEL

Cecília, Denísia, Elza e Luiza, na oficina Memórias e identidade cultural uma realização do Festival Internacional de Londrina.

Mamulengos no FILO em Londrina

Dois personagens fictícios: Zé Coquinho e Florisbela, e a Elza uma personagem real. Todos juntos na oficina: Memórias e identidade cultural, realizada no Festival Internacional de Londrina

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Uma reflexão sobre preservação

Luciano Machado Tomaz
Belo Horizonte / MG

Sobre um certo Pierre


"...Fué el espantajo e el coco
Del mundo, em tal conyuntura,
Que acreditó su ventura
Morir cuerdo y viver loco."
Cervantes, Don Quijote de la Mancha


Conta-se que a entrada do nosso século estava protegida por um dragão. Sim, um dragão que decidia quem chegaria, ou não, ao novo tempo. Antes de encontrar a besta, as pessoas, geralmente ávidas por adentrarem a nova vida deviam passar por uma grande porta sob a qual se podia ler claramente as seguintes palavras:

Para entrar no novo mundo
A poesia deve morrer.
Deixem aqui toda a beleza,
E transponham a porta.

Sem pensar duas vezes, a multidão de pessoas que ali se achava deitava ao chão tudo o que possuía de belo, todas as obras de arte, todos os livros; esqueciam todos os versos e todas as canções, e se atiravam à porta como mortos cova adentro, sedentos por ciência e fé. Aqueles que tentavam ainda levar algo de belo eram logo mortos pelo dragão ao transpor a porta, e logo, os que vinham atrás tratavam de esvaziar da alma toda a beleza que possuíam.

O tempo estava acabando, era preciso ser rápido. A porta do novo século estava se fechando, e os que ficassem pra trás cairiam no esquecimento. Pierre não queria ser esquecido. Afinal, quem quer ser esquecido? Ele chegou às pressas à porta, já quando as últimas pessoas passavam por ela. Pierre leu a inscrição acima da porta e baixou, em seguida, o olhar. Havia trazido toda a beleza que possuía: vários livros de estórias e poesias, um violino que sempre tinha consigo, e várias canções que trazia na memória. Não queria desfazer-se de tudo isso, era tudo o que possuía. Ouviu, à sua frente, pessoas comentarem que todos que desrespeitavam a inscrição eram mortos pelo dragão que esperava no saguão da nova era. "Um dragão?", pensou Pierre, e, tirando um livro do meio de suas coisas entrou pela porta com um passo orgulhoso.

Ao ser avistado pelo dragão, que já se dirigia em sua direção, Pierre parou e atirou com força o livro que trazia na mão ao dragão. Este, ao ser tocado pelo livro desapareceu em um instante, restando apenas um pouco da fumaça que soprava de suas narinas. Assim, Pierre e as pessoas que ainda não haviam passado, por não quererem abandonar a beleza que tinham, puderam atravessar calmamente em direção ao futuro, carregando consigo tudo o que os homens do antigo tempo haviam feito de melhor para brindar o novo século. Dizem que o livro que Pierre atirara ao dragão era uma linda estória de um nobre cavaleiro que andava a desafiar os dragões da realidade, empunhando a espada da arte e o escudo da poesia... ele sempre derrotava os dragões, mesmo que estes não existissem.

(Re)visitando Memórias – Oficina: O encontro entre a história e a memória

O trabalho com a memória, como o lugar onde cresce a história, que por sua vez alimenta o passado buscando orientar o presente e o futuro. A memória dos diversos grupos sociais garante a nossa liberdade presente.

A memória é uma construção conjunta impregnada de significados particulares e querida a diversos grupos sociais. Por isso, faz-se necessária a compreensão de que o ato da preservação do patrimônio cultural consiste em uma atividade conjunta, que deve ser permanente, rotineira, uma vez que a história das sociedades se encontra em um processo constante de construção por meio das várias mudanças ocorridas - independente de classes ou instituições sociais.

Educação Patrimonial

A Educação patrimonial é uma das possibilidades de envolvimento da população na preservação do patrimônio cultural e no fortalecimento das identidades culturais de uma sociedade. A negligência contra o patrimônio e as identidades culturais evidenciou que leis de proteção e tombamento não asseguram a preservação da memória e da identidade de um lugar. Assim, a estratégia é investir na educação para que a comunidade assuma verdadeiramente o seu papel de guardiã desse tesouro, que é da coletividade.

A educação patrimonial é toda forma de educação que tem o patrimônio cultural e/ou as identidades culturais como sua fonte primária de conhecimento. A proposta que ora se apresenta visa refletir que cidade é composta por diferentes grupos, cada um com sua própria identidade.

As instituições de proteção do patrimônio cultural, no Brasil, estão convencidas da importância de que cada cidadão precisa conhecer para preservar e divulgar nosso patrimônio cultural. Nesse sentido a participação efetiva de toda a comunidade envolvida possibilita a todos reviver nossa história valorizando o acervo de nossa diversidade cultural contribuindo para o reconhecimento de nossos valores.

Um programa de Educação Patrimonial deve estabelecer um permanente diálogo com diferentes setores e segmentos da sociedade, sobre temas pertinentes à preservação de bens culturais, protegidos ou não por lei, considerados em sua dimensão material e/ou simbólica.

Educar

“Educar é estar comprometido com o outro!

É construir em conjunto a cidadania!

É abrir caminhos!

Abrir portas, janelas!

Educar é participar

É dar as mãos

Ver além dos limites

É querer a outra margem

É tentar o impossível

É mostrar o lado outro

Revelar a face outra

É deixar o outro ser.

Educar é querer sempre mais“.

Paulo Freire